MATEUS 1, 1-17 (418)

Texto bíblico diário comentado (418)

Irmãos e irmãs,

Participemos da leitura e reflexão diária da Palavra de Deus. Vinde e fica conosco Senhor Jesus.

Mateus 1, 1-17 – A ascendência genealógica de Jesus – Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacó, Jacó gerou Judá e seus irmãos, Judá gerou farés e Zara, de Tamar, Farés gerou Esrom, Esrom gerou Aram, Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmom, Salmon gerou Booz, de Raab, Booz gerou Jobed, de Rute, Jobed gerou Jessé, Jessé gerou o rei Davi.

Davi gerou Salomão, daquela que foi mulher de Urias, Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa, Asa gerou Josafá, Josafá gerou Jorão, Jorão gerou Ozias, Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias, Ezequias gerou manassés, Manassés gerou Amon, Amon gerou Josias, Josias gerou Jeconias e seus irmãos por ocasião do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobatel.

Zorobatel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor, Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud, Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matã, Matã gerou Jacó, Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus chamado Cristo. Portanto, o total das gerações é: de Abraão até Davi, quatorze gerações; de Davi até o exílio na Babilônia, quatorze gerações; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze gerações. Palavra da Salvação!

Comentário: A genealogia descrita por Mateus buscou resumir o Antigo Testamento como uma história que culmina com a chegada de Jesus, apresentando assim a ascendência israelita de Cristo. Ela tem por objetivo relacioná-Lo com os principais depositários das promessas messiânicas feitas por Deus a Abraão e a Davi. Além de mostrar Jesus como o Messias esperado, situa Sua humanidade inserida na história dos homens.

A questão da árvore genealógica para o povo israelita sempre foi algo muito importante. Com isto era possível preservar sua identidade, já que a mesclagem com outros povos era inevitável. O fato de estar baseada em Abraão, pai de todos os povos, cf Gn 12.3: "(...) Por ti serão benditos todos os clães da terra", tinha grande importância. Era uma honra descender de um tronco familiar antigo, sem mancha legal, especialmente se fosse ligado a Davi, detentor das promessas messiânicas, e disto aconteciam facilidades para se chegar a cargos públicos, inclusive sacerdotais.

A divisão de gerações alcança três grupos de 14 gerações, que partem de Abraão (1900 a.C.) até Davi (1000 a.C.); de Davi até o segundo exílio da Babilônia (587 a.C.) – O rei de Judá, Joaquim, rendeu-se a Nabucodonosor, acontecendo a primeira deportação dos judeus em 598 a.C. A segunda deportação ocorre em 587 a.C., quando ocorreu a destruição de Jerusalém e de suas instituições: Templo, culto, monarquia e classe sacerdotal - seguindo-se daí o último grupo de gerações considerado por Mateus, até a chegada de Jesus Cristo.

Jesus surge assim fruto de uma história de aspirações, lutas, conquistas e sofrimentos. Ele vem como Caminho, Verdade e Vida para toda a humanidade. Ele jamais estará longe, sempre estará solidário conosco em todas as nossas dificuldades e vitórias. Mas para que sejamos realmente vitoriosos é necessário que vivamos e lutemos pela justiça. E é exatamente esse caminho de justiça que Jesus nos ensinará através do Evangelho de Mateus. Ele responde não só à busca do Seu povo, mas responde aos anseios de todos os povos, em todos os tempos. Vinde e fica conosco Senhor Jesus!

Um forte abraço para todos

Fraternalmente,

Severino Alves

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Acesso Restrito