História da Paróquia

A PARÓQUIA VIVE A SUA FASE DA MATURIDADE

Criada no dia 15 de agosto de 1940, através do Decreto assinado pelo Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Moysés Coelho, desde lá, a atual Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Campina Grande - Paraíba experimentou em suas várias etapas, acontecimentos marcantes, grandes desafios e conquistas.

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Imagem aérea da paróquia na época de sua inauguração.


Em Campina Grande, já existia, em 1793, a irmandade de Nossa Senhora do Rosário, cuja igreja foi levantada antes de 1874, tendo sido concedida licença para construção em 1831, pelo Bispo de Olinda. O templo foi edificado à margem esquerda da estrada do sertão, com a frente para o norte, como a Matriz, da qual distava umas trezentas braças (aproximadamente onde funcionou mais recentemente o cine Capitólio). Construção pesada de alvenaria, em estilo romano simples, com arcadas internas chatas, sem tonalidade artística. Arquitetura pobre, como a própria vila despretensiosa e sepulcral.

A marcha para oeste é uma das características campinenses. Esta igreja foi erguida “fora de portas”, ao poente da Matriz, à margem da estrada, tendo, neste particular, a mesma sorte do mercado. Ficou por muitos anos sozinha, como que abandonada da vila. O terreno que a separava do mercado ainda estava coberto por densa capoeira e rasteiras plantações. E, em meio, um pequeno riacho que corria de norte a sul para a bacia do Açude Velho.

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Matriz do Rosário ainda em construção.


Quase todas as cidades e vilas brasileiras dos séculos dezoito e dezenove tiveram irmandades do Rosário e igrejas da mesma invocação. E as festas no mês de outubro dedicadas à padroeira dos negros tinham algo de espalhafatoso e original. Em muitos lugares era nesse mês que apareciam os “reis do Congo”, as “cambidas” e outras reuniões populares de origem africana. Tais folguedos no adro no largo do Rosário, em Campina, bem como o cerimonial litúrgico não poderia se revestir de pompa e brilhantismo iguais a outros meios, em virtude do atraso social da vila e da pobreza dos seus moradores.

A CAPELA DA IRMANDADE DO ROSÁRIO

Em 1852 a Irmandade do Rosário, tinha sua capela concluída e paramentada, que eram obras dos devotos que agiam por conta própria, sendo esta, talvez, a razão de desfrutar tanto conceito local e possuir grande patrimônio de terras.

E, porque os devotos do Rosário eram quase analfabetos, capazes de trabalhar e incapazes de defender seus direitos em juízo, foi que a irmandade levou dezenas de anos para se regularizar e chegou mesmo a perder o sítio Guabirabas com a indevida posse da família Vila-Seca. E os padres viam isto com indiferença, preocupados apenas com a política local.

Em 1899 o Vigário Sales remodelou nesse ano a igreja do Rosário, com o auxílio de frei Venâncio de Ferrara. Era seu coadjutor o padre João Borges de Sales, que permaneceu nesse lugar até 1900.

O mesmo vigário foi elevado às honras de monsenhor e, sendo eleito e preconizado bispo da diocese do Maranhão, recusou o episcopado para continuar vigário colado de Campina. Em 15 de agosto de 1940 o arcebispo da Paraíba criou a segunda paróquia da cidade, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário e tendo por igreja matriz o templo católico deste nome, A igreja do Rosário já estava vendida para ser demolida. Mesmo que não fosse demolida, não poderia servir de matriz, de vez que estava colocada na outra paróquia, na da Conceição.

 

A NOVA IGREJA DO ROSÁRIO

No dia 18 de outubro de 1940 foi iniciada a demolição da antiga Igreja do Rosário, e começada pelo vigário monsenhor Delgado a construção da nova matriz do Rosário, no bairro da Prata.

A Sede provisória da Paróquia foi a antiga Capela de Nossa Senhora da Guia (Praça do Trabalho). O primeiro vigário nomeado somente em 1942, PADRE JOSÉ TRIGUEIRO, aqui tomou posse no dia 02 de agosto daquele ano.A Matriz foi construída com muito empenho e força de vontade dos paroquianos. Conta-se que muitos, além de donativos, davam a própria mão-de-obra para os serviços. O amplo terreno foi doação da Família RAIMUNDO VIANA.


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Foto antiga da Capela da Guia (Bairro de São José) que sediou a Paróquia de Nossa
Senhora do Rosário, por volta dos anos 1940/ 1945 antes da construção da atual Matriz.

 

A CASA PAROQUIAL

PADRE CRISTÓVÃO RIBEIRO DA FONSECA, nosso segundo vigário, toma posse na Paróquia em abril de 1947. Empreendedor nato, arregaçou as mangas e lutou muito pela edificação e conclusão da MATRIZ. Em abril de 1949 foi realizada a bênção e iniciado o seu funcionamento. Acontecimento memorável : no mesmo ano, o lançamento da Pedra Fundamental do Grupo Escolar do Rosário. Nos anos 50/52 foi edificada a Casa Paroquial (prédio atual onde funciona a Escola “O Pequeno Príncipe”).


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Cônego Cristóvão Ribeiro da Fonseca  - Um dos pioneiros, dirigiu nossa Paróquia no período de l947 a 1968.


Em 1950, um acontecimento de destaque : a construção e inauguração do Mosteiro das Clarissas. Edificado em tempo recorde, graças a significativas ajudas financeiras do exterior(três quartas partes ) e desta localidade(uma quarta parte) das famílias JOÃO RIQUE, JOSÉ ARRUDA, ALVINO PIMENTEL, RIBEIRO COUTINHO, SENADOR RUI CARNEIRO, DEPUTADO FEDERAL ALCIDES CARNEIRO, FREI ANSELMO E COMUNIDADE FRANCISCANA DE LAGOA SECA.

O INCÊNDIO

O ano de 1956 deixou uma marca muito forte nas páginas da nossa Paróquia : INCÊNDIO, PROFANAÇÃO E ROUBO NA MATRIZ. Pelas 3horas e 40 minutos, ouviram-se ruídos estranhos : eram os estalidos das madeiras queimando; o incêndio já adiantado, não pode mais ser contido. O fogo devorou tudo o que estava na Capela-Mór e na Sacristia: cômodas, armários, paramentos, missais, alfaias, etc. O forro e o teto da Capela-Mor vieram abaixo. O Sacrário, muito pesado, de mármore com porta de metal bem fornida, fora derrubado e arrombado. Escapou, por milagre, a imagem de Nossa Senhora do Rosário no altar-mor. “As âmbulas contendo as hóstias consagradas haviam desaparecido, numa horrível profanação do Corpo Vivo do Senhor Jesus Cristo.”

O incêndio criminoso foi horrível. A Polícia prendeu o incendiário que assumiu sozinho a autoria do delito, sob a alegação de furto, o que não convenceu a população e assim o fato teve ampla repercussão até fora da Cidade. Houve uma grande mobilização da Comunidade que, sensibilizada, trabalhou dedicadamente e já em 1959 não só a Matriz estava totalmente recuperada, como também ganhara uma bela torre esguia, de concreto armado. Dom Manuel Pereira da Costa, terceiro Bispo de Campina Grande, oficiou a bênção da torre e do RELÓGIO que foi doado pelos irmãos ROLDÃO MANGUEIRA e JOSÉ DE MEDEIROS CAMBOIM. Cada vitral foi doação de famílias, cujos nomes constam nas belas peças.

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Matriz do Rosário após a construção da torre.



O PRIMEIRO BOLETIM

Em 1961 foi criado o Boletim Paroquial “CENTELHA”. Foi lançado pela primeira vez na Cidade o CÊNTIMO PAROQUIAL , no dia 03 de janeiro de 1962. Várias famílias se comprometeram com contribuições para as despesas da Paróquia. O Cêntimo do Rosário chegou a financiar um Centro de Assistência Social, com cursos de bordado, costura, artes domésticas e até um gabinete odontológico. Deixando uma bonita folha de serviços à Comunidade, durante 20 anos, afasta-se o Padre Cristóvão no dia 05 de março de 1968. PADRE ITAN PEREIRA DA SILVA esteve à frente da Paróquia durante 1 ano, 9 meses e 4 dias, apenas. Cuidou com zelo do patrimônio da Paróquia, recuperando as instalações da Matriz, do Grupo Escolar e da Casa Paroquial.

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Equipe de Senhoras do APOSTOLADO DA ORAÇÃO, fazendo o seu juramento;  uma das mais antigas pastorais da Paróquia.


PADRE GENIVAL

Em fevereiro de 1969 recebemos como colaborador Padre Gerôncio Vilar. No final de 1969, mais precisamente no dia 08 de dezembro, por ocasião da festa de Nossa Senhora da Conceição, em uma Missa Concelebrada, o então PADRE GENIVAL SARAIVA DE FRANÇA.

Primeira fase : 1969 – 1978

Com 29 anos de idade e 5 de Sacerdote. PADRE GENIVAL assumiu a responsabilida

de da segunda mais antiga Paróquia de Campina Grande. Suas palavras, assim como suas idéias estão bem guardadas entre nós : “ SER VIGÁRIO NÃO É SOMENTE ADMINISTRAR A PARÓQUIA E OS SACRAMENTOS”, MAS PRINCIPALMENTE SER UM ANIMADOR DAS FORÇAS APOSTÓLICAS DA COMUNIDADE” (II L.T).

Seu primeiro desafio foi o de adequar a moradia paroquial à atual necessidade de espaço físico, o que fez, ao construir uma casa menor. A residência maior, alugada, passou a servir como fonte de manutenção da Paróquia.

A partir de 1971 voltou-se prioritariamente para organizar a AÇÃO PASTORAL na Paróquia, cujo plano contemplaria, em princípio :I-EVANGELIZAÇÃO (meio adulto, jovens,escolas)II- LITURGIA (culto, celebração da Palavra, Batismo, etc.)III- PROMOÇÃO HUMANA ( Cáritas Paroquial , Vicentinos)IV – ADMINISTRAÇÃO ( Conselho Paroquial)]

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Interior da Matriz do Rosário nos anos 60/70.


1 9 7 3 - ANO DE GRANDES REFORMAS FÍSICAS DA IGREJA :primeiro veio o forro da Matriz – uma obra cara e de difícil execução. Graças à ação de José Damião e seus operários o projeto foi executado. Sob a orientação de José Cursino de Siqueira foi realizada a remodelação interna da Igreja : uma grande cruz de madeira (concepção do artista campinense Antonio Labas) passou a ocupar o fundo da Capela-Mor. O Altar foi lançado à frente. Os altares laterais foram suprimidos. A Imagem de Nossa Senhora do Rosário foi postada de um lado da grande cruz sobre um pedestal; do outro lado, o Sacrário.

E as obras não pararam por aí. Posteriormente, veio a SECRETARIA PAROQUIAL entre a Matriz e o Grupo Escolar do Rosário. Por outro lado, cada vez mais Padre Genival se voltava para os cuidados espirituais da Comunidade. Em 1978 Padre Genival afastou-se em regime de licença, com duplo objetivo : curso de MESTRADO EM EDUCAÇÃO E CURSOS DE RECICLAGEM SACERDOTAL.

Segunda Fase - de 1981 até os dias atuais

Em 23 de abril de 1981, Padre Genival foi reempossado em nossa Paróquia. Logo no mês seguinte, com a renúncia de D. Manoel Pereira da Costa foi eleito Vigário Capitular da Diocese de Campina Grande e passou a responder pela Diocese até a posse do nosso atual Bispo D. Luis Fernandes, em 17 de outubro de 1981.

Março de 1982 marcou a criação do CONSELHO PASTORAL DA PARÓQUIA constituído inicialmente por um representante de cada uma das pastorais. Posteriormente, com funções mais amplas, passou a denominar-se Conselho Administrativo da Paróquia. Dele participaram os seguintes paroquianos : JOÃO ISIDRO DE OLIVEIRA, EUFRÁSIO ALVES DA NÓBREGA, JOSÉ DAMIÃO DE ARAÚJO, SEVERINO RODRIGUES E SILVA (Seu Nino), ADALBERTO ALVES DE ARAÚJO, EVANDY BARROS E SEVERINO HOLANDA COELHO. Em 1989 recebeu a denominação de CONSELHO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS DA PARÓQUIA DO ROSÁRIO.

Foram vários os desafios enfrentados daí por diante, desde as obras de melhoramento da Matriz, como o revestimento das paredes com azulejos, passando pelas reformas no Grupo Escolar onde foram construídos dois amplos salões (1º andar), para reuniões, cursos recepções, etc. Em seguida, as obras de ampliação da Casa Paroquial, através da construção de um apartamento em local reservado, nos fundos, para servir de aposento e acomodação para o Sr. Pároco.

E finalmente, o coroamento de todos os empreendimentos como administrador da Paróquia: O CENTRO PASTORAL DO ROSÁRIO - nosso berço de evangelização. Edificado a partir de 1995, o trabalho revela uma bonita “metodologia de ação”, através da qual contou com o amplo envolvimento de pessoas da Comunidade num grande mutirão de Padrinhos, Madrinhas e Afilhados, a princípio, estendendo-se a colaboradores diversos – anônimos inclusive - e ainda a contribuintes individuais que se mantiveram fiéis ao compromisso assumido até hoje.

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Antiga Secretaria Paroquial. Foto tirada no dia da sua demolição no ano de l995.  No lugar ergueu-se o Centro Pastoral do Rosário.

 

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Construção do Centro Pastoral do Rosário. Um dos maiores feitos da Comunidade.
Construído com recursos dos Padrinhos, Madrinhas e Afilhados.


Inaugurado no dia 03 de dezembro de 1999, dia historicamente marcado pela primeira visita do Sr. Núncio Apostólico no Brasil , D. ALFIO RAPISARDA, a Campina Grande, por ocasião das festividades comemorativas do nosso JUBILEU DIOCESANO, o CENTRO PASTORAL DO ROSÁRIO está sendo dedicado ao grande homenageado do milênio - JESUS CRISTO, como prova de amor a ELE, dedicação, e serviço ao trabalho de EVANGELIZAÇÃO que se estenderá às gerações que se sucederem.

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Inauguração do Auditório D. GENIVAL SARAIVA DE FRANÇA localizado no Centro Pastoral do Rosário no dia 09.08.2003 


Ao longo de toda a sua trajetória, o líder e muito querido pastor, Padre Genival, manteve a excepcional dedicação aos trabalhos espirituais da Comunidade. Foram muitas as conquistas.  A Paróquia mantém uma exemplar estrutura organizacional que contempla os organismos e setores aglutinadores dos diversos serviços, cuja marca já atinge a casa de 40 equipes pastorais em atividade. Graças a Deus, sobretudo, e ao dinamismo do nosso dirigente, a quem reverenciamos e carinhosamente o guardamos no coração e nas páginas da bonita história da PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO.

genivalO coroamento de toda uma vida de trabalho de evangelização veio, através da nomeação ao episcopado. Assim, por ato do nosso Papa João Paulo II, nosso pastor foi ordenado BISPO DA NOSSA IGREJA EM PALMARES (PE) no dia 23 de setembro de 2000 e logo em seguida encerrou sua caminhada na Paróquia, sendo substituído pelo  Pároco Padre JOSÉ ROCHA CAVALCANTI FILHO que tomou posse no dia 04 de novembro de 2000 e permaneceu  até o início do mês de fevereiro de 2006. Seu substituto foi o Padre Everaldo Galheira que conduziu a Paróquia até o dia 08 de abril de 2007 (DOMINGO DE PÁSCOA) quando tomou posse o atual Pároco MONSENHOR LOURILDO SOARES DA SILVA

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