“Convertei-vos e crede no Evangelho”

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Acabou nosso carnaval!

Hoje começa o tempo da Quaresma, que nos prepara para a festa anual da Páscoa. A santa Quaresma é o Tempo propício para fazer as pazes com Deus, com as pessoas e com toda a criação, com as coisas. “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20) Ele nos espera de braços abertos, como um Pai que espera o regresso do filho que se perdeu por esses mundos e o chama constantemente com voz doce e suave, e não ameaçadora, que não podemos ouvir, e sim temos de sentir e ouvir com os ouvidos do coração.

O Evangelho de hoje (cf. Mt 6,1-6.16-18) nos dá normas de comportamento importantes: “Quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti... quando orardes, não sejais como os hipócritas... quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas.” Estas três práticas fundamentais da Quaresma que iniciamos hoje: a esmola, a oração e o jejum, são os três pilares da religião cristã, a serem vividos, portanto não só até a semana santa, mas no cotidiano de nossas vidas, pois definem a nossa relação com os outros (a esmola), com Deus (a oração) e com as coisas (o jejum).

Que sentido tem estes sinais externos? São reflexos da vivência interior? É necessário orar, falar com Deus, mas não de uma maneira mecânica, repetindo fórmulas feitas por outros, com sonoras hipérboles e altos adjetivos, mais para sermos vistos. A oração se dá no escondido da alma aí é onde se deve produzir o encontro, o diálogo com Deus.

Deixar-se tocar pela bondade de Deus. Não busques ser vistos pelos outros como um exemplo a imitar pelo pomposo exibicionismo de tuas manifestações. Não o faças na praça, à vista de todos, senão no interior, no silencioso, na intimidade, no que ninguém pode perceber, porque aí é onde vais encontrar-te com Deus.

Às vezes nos desesperamos tratando de encontrar palavras para falar com Deus e sempre fracassamos – fracasso – porque tratamos de “convencer” a Deus para que sua vontade se identifique com a nossa, com a minha, e si não o consigo me sinto frustrado e traído por um Deus que me trata mal. Não acredito que Deus sabe minhas necessidades, que não necessita que se as conte, senão que, humilde e simples, me deixe levar por Ele seja capaz de dizer sinceramente, com convencimento: “faça-se a tua vontade”.

Nossa esmola, não deve ser a moedinha que está nos atrapalhando, mas a nossa solidariedade, nossa oração, não deve ser a mera repetição mecânica de fórmulas aprendidas de cor e o nosso jejum não é ficar sem comer um dia para nos fartarmos no outro, tudo deve ser feito no segredo, na intimidade e sob o olhar do nosso Deus, não com propaganda, para ser elogiados pelos outros. O bem só precisa de um reconhecimento: o de Deus que aprova a nossa consciência.

Deus não necessita do que nós demos, digamos ou façamos. Ele necessita de nós, pois em um coração limpo habita o Espírito Santo que o faz bater ao ritmo do Filho para comunicar a todos o amor do Pai.

O lugar do coração é um lugar privilegiado. Mais que escondido ou secreto está em lugar protegido. Os tesouros são conhecidos por todos, mas não vistos por muitos. O coração só é aberto na intimidade, mas seu funcionamento é sentido e reconhecido por toda a exterioridade.

ESPAÇO DE EVANGELIZAÇÃO

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