SÁBADO SANTO

“Era o dia da preparação da PÁSCOA, e o sábado já estava começando. As mulheres, que tinham ido com JESUS desde a Galiléia, foram com José de Arimateia para ver o túmulo, e como o corpo de Jesus tinha sido colocado. Depois voltaram para casa e prepararam perfumes e bálsamos. E no sábado elas descansaram conforme ordenava a Lei” (Lc 23,54-56).

 

ASSIS PADRE SÁBADO SANTO

O segundo dia do tríduo pascal é este sábado-santo, é um dia de recolhimento, de silêncio e de oração. O sábado santo, portanto, é considerado um dia alitúrgico, isto é, sem celebração eucarística. Mesmo assim não deve ser um dia vazio, mas de um silêncio meditativo e de grande vigília, perante Jesus que está no sepulcro. É dia de contemplação e respeito em face do mistério que a Igreja acabou de celebrar na sexta-feira santa. Mas quer acentuar o luto em torno da morte de Jesus, os fiéis já começam a preparar-se para o que virá com grande solenidade na noite da vigília pascal: a ressurreição de Jesus.

Um dia para pensar sobre os mortos e sobre todos aqueles que vivem numa realidade de morte entre nós. Desse modo, o sábado santo deverá ser principalmente um dia de intensa fé e forte esperança. E modelo de fé e esperança para nós é a Virgem Maria. A Virgem Mãe e as mulheres discípulas de Jesus estiveram de vigia naquela noite. E ela, a Virgem Mãe, ajudou-as a não perderem a fé nem a esperança. Desse modo, não ficaram prisioneiras do medo e da angustia, mas às primeiras luzes da aurora saíram, levando na mão os seus perfumes e com o coação perfumado de amor. Saíram e encontraram o sepulcro aberto. E entraram. Vigiaram, saíram e entraram no Mistério. Aprendamos com elas a vigiar com Deus e com Maria nossa Mãe, para entrar no Mistério que nos faz passar da morte à vida.

O liturgista Mario Magrassi nos diz: “Nesses dois dias terríveis (sexta e sábado), apenas uma criatura, a mais próxima do Senhor, Maria, sua Mãe, acreditou e esperou. Dela não se faz nenhuma menção na liturgia. É belo, porém, para nossa piedade, lembrá-la assim. O sábado está localizado entre a sexta-feira e o domingo, entre a memória da paixão e da ressurreição. Maria o preenche, porque nesse dia, o sábado santo, toda a fé da Igreja está recolhida nela. Em seu grande coração recolhia-se toda a vida do corpo místico, do qual sob a cruz, ela fora chamada a ser a mãe espiritual. Enquanto a fé se escurecia em todos, ela, a primeira alma fiel, permaneceu sozinha, mantendo viva a chama, imóvel na escuridão da fé. A Igreja no mundo vive a sua paixão, prolongando a de Cristo, mas nunca cessa de crer e esperar, e não afrouxa o seu cotidiano, sofrido caminho ao encontro do Senhor. Então a sexta-feira transformou-se em sábado, e sábado de Maria, fermentado pela expectativa da ressurreição. Com ela, a alegria de viver e a coragem de esperar são reencontradas”.

CRÉDITOS - FONTE: fan page do Padre JOSÉ ASSIS PEREIRA SOARES.  

Acesso Restrito