Sexta, Abril 03, 2020

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SANTA MISSA EM SEU LAR

SANTA MISSA EM SEU LAR

PLAY - AOS SÁBADOS ÀS 19h30MIN (TV ITARARÉ)

Arlindo Almeida: Para mundo!

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O mundo parou, perplexo, ante a peste que se abateu sobre todos, forçando-nos a, obrigatoriamente, pensar: o que fizemos de errado? Fato incontestável é que tudo o que está acontecendo hoje, é fruto dos descasos, da troca do essencial pelo efêmero, da ganância por valores materiais, da busca de poder, da falta de solidariedade para com os que sofrem, de destruir o meio ambiente, do não pensar no futuro dos nossos descendentes, como se o mundo fosse acabar agora. Construímos um bezerro de ouro como um Deus a ser adorado, visível e grandioso e deparamos com um vírus invisível aos olhos humanos que desconstruiu essa visão megalomaníaca de que somos os todos poderosos. Somos apenas pó.

Estatísticas recentes, corroboram essas considerações. O produto interno bruto dos mais de 200 países, terá sido, em 2019, de aproximadamente US$ 90 trilhões, concentrado em uns poucos, a nata da economia mundial: Apenas 2% da população concentra 50% de toda a riqueza mundial; 0,5% da população é dona de incríveis 38,5% de toda a riqueza do mundo; Em contrapartida, 2/3 da população mundial possui menos de 4% da riqueza mundial; As “mil” pessoas mais ricas do mundo são donas de US$ 4,5 trilhões, o que equivale a  “duas” vezes o PIB anual brasileiro. Fala-se muito sobre os 2% mais ricos e pouco se ouve sobre os 2/3 da população, os pobres do mundo. Num mundo utópico, que nenhum regime será capaz de adotar, se dividida toda a riqueza produzida, teríamos algo como R$ 50 mil reais/ano, por pessoa, e, com esse valor ninguém morreria de fome.

Mas voltemos ao mundo real.

Pensando no poder, cuja faceta mais visível e agressiva é o militar, os gastos mundiais com forças armadas serão, em 2020, mais de US$ 3 trilhões. E a estatísticas sobre saúde são deprimentes.

São previstas mais de 3 milhões de mortes por doenças transmissíveis este ano, das quais 1,6 milhão de crianças menores de 5 anos, 41 milhões infectadas pelo HIV/AIDS, das quais 411 mil mortos, 240 mil por malária, mortes por câncer (2 milhões), pelo consumo de álcool (612 mil), pelo fumo (1,2 milhão), sem contar 330 mil mortos em acidentes de trânsito, estas com grande “contribuição” do Brasil. Sem saber, ainda, quantos morrerão pelo coronavírus.

Ao todo são aproximadamente 850 milhões de pessoas desnutridas, 8 milhões morrerão de fome, num mundo com 1,7 bilhão de pessoas com sobrepeso e 760 milhões de obesos.

O meio ambiente também sofre, como disse o Apóstolo Paulo, como que “as dores do parto”: são mais de 1,2 milhão de hectares de perdas de florestas, 1,7 milhão de hectares de erosão de terra fértil. Tudo isso por ano, comprometendo o futuro da humanidade. Os países ricos, que criticam o Brasil como que construindo um “bode expiatório”, são os que mais poluem, emitindo perto de 40 bilhões de toneladas de CO2 ao ano.

E tudo isso colabora para os surtos epidêmicos que frequentemente nos assombram. Doenças que já foram afastadas, outras neutralizadas por vacinação, e, outras, infelizmente, pouco conhecidas e de efeitos devastadores, caso do coronavírus.

Alguns países, por diversas razões, já atingiram um estágio mais avançado no enfrentamento de crises como esta. Mas, mesmo assim, sofrem as consequências, apresentando níveis de contaminação que assustam, matéria prima para os maus cidadãos inundarem o mundo com notícias falsas, que infundem medo.

No Brasil, a realidade é que, apesar de contarmos com o mais criativo programa de saúde pública do mundo – o SUS – ainda sofremos muito por diversos fatores conexos que não funcionam a contento – orçamentos contidos, falta de educação das pessoas quanto aos riscos, infraestrutura deficiente, dependência externa para suprimento de insumos para a área. As condições de trabalho nos centros de atendimento a pessoas que necessitam de apoio são ruins. Esse despreparo do Brasil ante a crise foi construído ao longo de décadas, por falta, principalmente, de estratégias públicas para o enfrentamento de momento perigoso como este.

Pouco adiantará fugir dessa constatação, por qualquer subalterno interesse, seja ideológico, político ou econômico. Sem essa do quanto pior melhor.

É hora de união de todos: cidadãos, governantes das três esferas de poder: executivo, legislativo e judiciário. Dos três níveis de governança: união, estados e municípios. O Brasil pode dar um exemplo ao mundo e para as futuras gerações. Precisamos acabar com a esdrúxula queda de braço entre nossos líderes federais, estaduais e municipais, matéria prima excelente para formadores de opinião sem qualquer resquício de patriotismo ou de vergonha na cara, a jogar mais combustível na fogueira ardente que queima vidas inocentes.

Pode parecer estranho que um economista esteja a fazer uma análise desse tipo. Desejamos fugir do lugar comum das previsões que se mostraram erradas em todos os cenários sobre a economia mundial. Abstemo-nos de falar sobre o que ainda não ocorreu, pois o futuro não nos pertence. Antes de procurar culpados, devemos procurar líderes que nos conduzam às soluções. Economia é importante, vida humana mais ainda. Como na guerra: situações complicadas, estratégias inteligentes, levam à vitória.

Invoco a proteção Divina e faço minhas as palavras de Voltaire: “Não é mais (apenas) aos homens que me dirijo, é a Ti, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos. Se é permitido a frágeis criaturas perdidas na imensidão e imperceptíveis ao resto do Universo, ousar Te pedir alguma coisa, a Ti que tudo criaste, a Ti cujos decretos são imutáveis e eternos, digna-Te olhar com piedade os erros decorrentes de nossa natureza. Que esses erros não venham a ser nossas calamidades. Não nos destes um coração para nos odiarmos e mãos para nos matarmos.

Faz com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida difícil e passageira…”

É preciso, pois: cautela com que se tratam os assuntos, sensatez no modo de se comportar, prudência. E esperança.

Arlindo Pereira de Almeida.

Publicado em 1 de abril de 2020 às 18:48 - PARAIBAONLINE

Papa Francisco ao mundo: “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança”

março 27, 2020

Da Praça São Pedro vazia, mas com suas palavras sendo alcançadas por todo o mundo, o Papa Francisco proferiu a Bênção Urbi et Orbi (à Roma e ao mundo) na tarde desta sexta, dia 27. O momento foi transmitido por rádios, TVs e páginas de redes sociais de todo planeta, numa grande corrente de oração pelo fim da pandemia do coronavírus. Na oração desta tarde, o Papa também concedeu indulgência plenária aos infectados pelo COVID-19, aos que estão em quarentena, aos profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo novo vírus.

O Papa Francisco lembrou os profissionais que precisam se arriscar por todos, enaltecendo esta entrega que, nas palavras do Pontífice, “estão a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história”. Ele  ainda ressaltou que “perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: ‘Que todos sejam um só’ (Jo 17, 21)”.

 PAPA FRANCISCO BENÇÃO URBI et ORBI 27.03.20 08

 

 

PAPA FRANCISCO BENÇÃO URBI et ORBI 27.03.20 05

 

 

Fotos: Vatican Media (foto de capa idem)


Confira, na íntegra, as palavras do Papa nesta Bênção Urbi ET Orbi:

Momento extraordinário de oração presidida pelo Santo Padre na Praça São Pedro

É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21).

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho que ouvimos. Há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados “vamos perecer” (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro… E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiando no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: “Mestre, não Te importas que pereçamos?” (4, 38). Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: “Não te importas comigo”. É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De fato, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa descobertas as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de “empacotar” e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente “salvadores”, incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquiagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso “eu” sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: “Acorda, Senhor!”

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: “Convertei-vos…”. “Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração” (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: “Não tenhais medo!” (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, “confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós” (cf. 1 Ped 5, 7).

Papa Francisco
Praça São Pedro
27 de março de 2020

Fotos: Vatican Media

Por : ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA - MÁRCIA MARQUES

BÊNÇÃO "URBI ET ORBI"

 

 

 A expressão latina “Urbi et Orbi” significa “à cidade [de Roma] e ao mundo”.    Esse é o nome dado à bênção pronunciada pelo Papa, na sacada central da Basílica São Pedro, em três ocasiões.

Todos os anos, o rito é celebrado no dia de Natal e no dia da Páscoa, as maiores festas cristãs. Além dessas datas, a bênção é concedida no dia da eleição de um novo Papa, logo após o resultado do Conclave.

No dia 27 de março de 2020, o Santo Padre, o Papa Francisco, dará uma Bênção Urbi et Orbi extraordinária, com a Praça de São Pedro vazia. Essa decisão foi tomada devido à atual pandemia de coronavírus (COVID-19), para permitir que as pessoas que acompanhem pelos meios de comunicação possam lucrar a indulgência plenária.

O Santo Padre dirigirá um momento de oração no átrio da Basílica de São Pedro, às 18h (horário de Roma) e 14h (horário de Brasília), depois de rezar com a Palavra de Deus e Adoração ao Santíssimo Sacramento, o Papa concederá a Bênção Urbi et Orbi extraordinária.PAPA FRANCISCO MARÇO 2020 BÊNÇÃO URBI ET ORBI

 

 

“Presidirei um momento de oração no átrio da Basílica de São Pedro. Com a Praça vazia. Desde já, convido todos a participarem espiritualmente através dos meios de comunicação. Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao término, darei a Bênção Urbi et Orbi à qual será unida a possibilidade de receber indulgência plenária", afirmou o Papa.

Assim, o Pontífice também explicou:

“Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”.

Explicando mais!

A Urbi et Orbi é uma bênção solene para conceder indulgência plenária, ou seja, o perdão dos pecados.

O Decreto da Penitenciária Apostólica explicita, entre outras, as seguintes condições para que se receba a Indulgência Plenária:

Para obter a Indulgência plenária, os doentes de coronavírus, os que estão em quarentena, os profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo Covid-19, também poderão simplesmente recitar o Credo, o Pai-Nosso e uma oração a Maria.

Leia mais...

VALEI-ME, SÃO JOSÉ!SÃO JOSÉ

Em tempos dramáticos, os cristãos jamais devem perder a esperança. “A esperança não engana!” (Cf. Rm 5,5). O nosso País e o mundo inteiro atravessam com muita apreensão este momento de avanço da COVID – 19. O medo parece ser algo que não conseguimos evitar. Contudo, devemos nos assemelhar ao glorioso São José, Esposo da Santíssima Virgem Maria, que em tudo dependeu de Deus. Sabemos de quantas dificuldades iremos enfrentar, mas a fé será nosso porto seguro. O Senhor caminha conosco. E temos os Santos como fiéis companhias nesses desertos da história humana.

A IGREJA nos ensina a contar com a intercessão e a proteção de São José em tempos de pestes. Essa proteção também significa iniciativa humana. Devemos rezar muito, pedindo a proteção de Deus, para que livre nosso povo de grandes males, como a pandemia da COVID -19. E devemos nos atentar rigorosamente aos hábitos higiênicos e seguir as orientações das autoridades de saúde. Vamos atravessar juntos, como um povo unido, esses dias difíceis. Mas não nos esqueçamos de que atravessaremos sob a proteção da Mão de Deus!

Existe, na tradição oracional da Igreja, uma oração muito antiga de São José que nos ensina a pedir a proteção de Deus em tempos de batalhas:

“Ó SÃO JOSÉ,

cuja proteção é tão grande, tão forte e tão imediata diante do trono de Deus, a Vós confio todas as minhas intenções e desejos.

Ajudai-me, São José, com a vossa poderosa intercessão, a obter todas as bênçãos espirituais por intercessão do vosso filho adotivo, JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR, de modo que, ao confiar-me, aqui na terra, ao vosso poder celestial, Vos tribute o meu agradecimento e homenagem.

Ó SÃO JOSÉ, eu nunca me canso de contemplar-Vos com Jesus adormecido nos vossos braços. Não ouso aproximar-me enquanto Ele repousa junto do vosso coração.

Abraçai-O em meu nome, beijai por mim o seu delicado rosto e pedi-Lhe que me devolva esse beijo, quando eu exalar o meu último suspiro”.

Nossa vida nesta terra é sempre um combate. A fé é nosso consolo. E essa faz os nossos lábios e atitudes rezarem constantemente:

VALEI-ME, SÃO JOSÉ!

O povo paraibano, bem como o povo brasileiro não está sozinho. O Senhor caminha à nossa frente; não há por que temer!

Dom Frei Manoel Delson.

Arcebispo da Paraíba- Publicado no jornal Correio da Paraíba – Edição de 22.03.2020

Coronavírus: Novas Orientações Pastorais da Diocese de Campina Grande

Coronavirus novas orientações 990x988

 

 

DIOCESE DE CAMPINA GRANDE

DECRETO SOBRE AS AÇÕES SACRAMENTAIS E PASTORAIS

Dom Dulcênio Fontes de Matos

Por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica

Bispo da Diocese de Campina Grande

Ao clero, religiosos e religiosas e todos os fiéis católicos desta Diocese.

Aos que este nosso Decreto virem, paz e bênção do Senhor!      

CONSIDERANDO as orientações emanadas das autoridades públicas de saúde nas esferas federal, estadual e municipal frente à pandemia do novo Coronavírus (COVID-19);

CONSIDERANDO a nota com orientações pastorais publicada no último dia 17 de março;

CONSIDERANDO que o Bispo Diocesano, conforme preceitua o cânon 87, § 1, do Código de Direito Canônico, pode dispensar os fiéis do cumprimento das leis disciplinares em seu território;

DECRETAMOS

Art. 1. Sejam canceladas as Missas e batizados com o povo por quinze dias a partir de 20 de março;

Art. 2. As celebrações do Sacramento do Matrimônio devem ser remarcadas. Na impossibilidade disto, a celebração ocorra com a presença apenas dos noivos, duas testemunhas e o ministro;

Art. 3. Os sacerdotes celebrem o Santo Sacrifício da Missa com as portas fechadas, apenas nas Igrejas Matrizes e com o auxílio de uma pequena equipe de liturgia, na intenção geral dos fiéis, pela humanidade e pela Santa Igreja;

Art. 4. Fica suspenso o atendimento do Sacramento da Confissão;

Art. 5. Os sacerdotes devem atender os fiéis em caso de extrema necessidade, para o viático ou a confissão, mantendo os devidos cuidados;

Art. 6. Intensifique-se as transmissões da Missa pela internet e rádio, onde houver possibilidade, para o consolo espiritual dos fiéis. Haverá a transmissão diária da Santa Missa através da Rádio Caturité (104.1 FM) nos seguintes horários: segunda à sexta-feira (meio-dia); sábados (19h30min) e domingos (10h00);

Art. 7. As atividades do Seminário Diocesano São João Maria Vianney ficam em recesso no período de 20 de março à 13 de abril;

Art. 8. As igrejas permaneçam abertas para a visitação pessoal dos fiéis, sem aglomeração.

Art. 9. Os sacerdotes mantenham-se em proximidade espiritual dos fiéis, através dos diversos meios, consolando-os, transmitindo a Palavra de Deus, rezando com eles e por eles. Em espírito de contrição e humildade, sejam oferecidos jejuns e orações por todos as famílias. Ajudem a todos a manterem os cuidados necessários quanto à saúde e sejam instrumentos de paz, fé, esperança e caridade.

Art. 10. Sobre a Celebração da Semana Santa daremos novas orientações.

Dado e passado nesta Episcopal Cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, sede do nosso governo, no dia dezenove de março, do ano do Senhor de dois mil e vinte, sob o selo e sinal de nossas armas e chancelaria.

Solenidade do Bem Aventurado São José, Patrono da Igreja Universal.

Dom Dulcênio Fontes de Matos

Bispo Diocesano de Campina Grande

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