Domingo, Agosto 18, 2019

BRASAO DO ROSARIO original site do autor

Este é o site da Paróquia do Rosário de
Campina Grande, Paraíba, Brasil

Através deste site, a ativa comunidade da paróquia interage, obtém informação e usufrui de serviços web voltados para a religiosidade que cerca suas atividades. Explore nosso site, começando pela página de nosso brasão, criado na comemoração do jubileu de 70 anos de existência da paróquia.

Conheça Nosso Brasão

Agenda é um recurso útil para quem não conhece a rotina da paróquia e para quem quer saber sobre eventos correlatos.

Nosso site agora apresenta uma agenda integrada com o Google, de modo a mostrar informações sobre atividades rotineiras e sobre eventos especiais de forma mais amigável e mais clara, inclusive com mapas dos locais associados.

Confira a Agenda

"Uma imagem vale por mil palavras."

O site da Paróquia do Rosário inovou na apresentação de suas fotos, facilitando o acesso às imagens e aprimorando o uso deste recurso.

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“Se uma imagem vale por mil palavras, quanto valerá um vídeo com uma mensagem valorosa?”

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"Em uma sociedade cada vez mais digitalizada, devemos
seguir pelos mesmos caminhos do nosso rebanho para prosseguir a evangelização."

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"O dízimo é um ato de fé. É a prova de que acreditamos que tudo que temos vem de Deus."

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"Nós temos os líderes que merecemos, pois somos nós, através do voto, que elegemos estes líderes.

A Igreja Católica tem uma posição muito bem definida quanto a importância do ato cívico de votar. O eleitor deve ter em mente a importância do sufrágio para o futuro dele, de sua família e da sociedade onde está inserido.

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SANTA MISSA EM SEU LAR

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PARÓQUIA DO ROSÁRIO

79 ANOS

15 de agosto de 1940 # 15 de agosto de 2019

 

 

IGREJA DO ROSÁRIO ONTEM e hoje.docx 3

                

A PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO em Campina Grande – Paraíba assinala mais um marco comemorativo no calendário deste mês de agosto,   quando dedica louvores a DEUS pelos frutos  colhidos em toda a sua trajetória. É TEMPO de FESTA. TEMPO favorável para CELEBRAR, LOUVAR e AGRADECER...                Render graças por uma história rica, com desafios e lutas, marcada pelo sofrimento e tantas vezes enriquecida por gerações de irmãos que a honraram e a fizeram tão bonita. Ela faz parte da missão confiada pelo Senhor aos seus primeiros discípulos.MATRIZ ATUAL

 

             

Também, de forma bastante alegre, consciente e verdadeira, há 09 anos elevamos um hino de ação de graças a Deus, pela presença tão querida e significativa de nosso bispo diocesano à época  D. Jaime Vieira Rocha, quando  deixou  gravada na história desta Paróquia e em nossos corações a solene celebração de  DEDICAÇÃO DO TEMPLO,     com abundância das bênçãos para a nossa Comunidade.  

                 Com gestos de reconhecimento e de gratidão    – debruçados nas janelas do tempo – queremos fazer memória de fatos, imagens e pessoas que deram seu tempo, esperanças, sonhos, alegrias, lágrimas, e muita dedicação para a caminhada desta Igreja. Missionários e missionárias que doaram suas vidas e contribuíram para a edificação desta CASA de ORAÇÃO, que forma no Evangelho, o povo de Deus.

                Queremos ainda tocar a sensibilidade de todos os que fazem parte da geração atual, para se voltarem e colherem dentro de sua própria história de vida cristã, as lembranças das pessoas, especialmente sacerdotes, religiosos, religiosas e catequistas que influenciaram em sua educação cristã.

               Aqui evocamos a lembrança dos nossos padres:

Inicialmente, respondeu pela Paróquia o Pároco da Catedral, Mons. José de Medeiros Delgado -1941/1942.

 

PÁROCO 1942 Padre José TrigueiroPÁROCO 1947 PADRE CRISTÓVÃO RIBEIRO DA FONSECAPÁROCO 1969 PADRE GENIVAL SARAIVA DE FRANÇA

 

PADRE ROCHA.JPG 2VIGÁRIO 2005 PADRE EVERALDO GALHEIRA

 

PÁROCO 2007 MONS. LOURILDO SOARES

VIGÁRIO 2010 JOSÉ ALDEVAN G PEREIRA

 

 

Primeiro  Pároco: Pe. José Trigueiro - 1942/1947

Vigário Cooperador: Pe. Antônio Trigueiro

Segundo Pároco: Pe. Cristóvão Ribeiro da Fonseca - 1947/1968

Terceiro Pároco: Pe. Itan Pereira da Silva - 1968/1969

Vigário Cooperador: Pe. Gerôncio Vilar Pequeno

Quarto Pároco: Pe. Genival Saraiva de França - 1969/1978 (1º período) ; 1982 / 2000 (2º período)

Pároco substituto: Pe. Lourildo Soares da Silva - 1978/1981.

 

Quinto Pároco: José Rocha Cavalcanti Filho – CP – 2001 a 2005

Vigário: Pe. Sérgio Leite

 

Sexto Pároco: Pe. Everaldo Galheira - CP - 2006/2007

Vigário: Leonildo P. dos Santos-CP

Sétimo Pároco: Pe. Lourildo Soares da Silva - de 08 abril de 2007 a 24 de maio de 2014

Vigário: Pe. Eugênio Vital Pereira

 Auxiliares: Pe. Antônio Apolinário e Pe. José Aldevan G. Pereira

  

Oitavo Pároco: Pe. MÁRCIO HENRIQUE MENDES FERNANDES a partir de 25 de maio de 2014 até hoje.   

 

PÁROCO 2014 PADRE MÁRCIO HENRIQUE M. FERNANDESVIGÁRIO 2015 PADRE ISAÍAS RODRIGUES 2

07 Mons. Antônio Apolinário Batista 990x1368VIGÁRIO 2007 EUGÊNIO VITAL PEREIRA

 

 

 Auxiliares: Pe. Isaías Rodrigues, Mons. Antônio Apolinário e Pe. Eugênio Vital Pereira. A partir de fevereiro deste ano, o Vigário Paroquial Pe. Isaías Rodrigues deixou o nosso convívio e seguiu para outra missão.

Guardamos também boas lembranças de sacerdotes que, ao longo o tempo, deixaram suas marcas por aqui : Padre Nóbrega, Padre Acírio, Padre Inaldo, Padre Silvestre, dentre outros.

Em sintonia com as atuais orientações, queremos, como Igreja em saída - apregoada pelo Papa Francisco (EG 24) -   iniciar nosso itinerário rumo ao JUBILEU de criação desta Paróquia – que acontecerá em 2020 -    como uma grande família a preparar a FESTA dos 80 anos de evangelização nesta Igreja Particular.

Assim temos a convicção de que olhar para a própria história com os olhos de Deus é um desafio permanente. De fato, Deus nos concede a visão de um plano de salvação e de graça, pensado para a humanidade e para todas as pessoas. Não fomos feitos para a perdição e condenação, mas para a vida de comunhão com Deus e com os outros.

Fiel às diretrizes superiores emanadas, a Paróquia do Rosário assumiu o compromisso da nossa Igreja, para orientar todas as suas atividades:

“Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao

Reino definitivo”. Este objetivo quer alcançar todos os membros de nossa Igreja, nas diversas vocações e estados de vida, a fim de que tenhamos a força necessária para levar a Boa Nova a todos.

Para tanto, nossa estrutura pastoral conta hoje com as seguintes equipes em ação e missão:

1.  EQUIPE de ACÓLITOS

2. PASTORAL COLHIMENTO

    3. PASTORAL DA ALIMENTAÇÃO

4. ALMOXARIFADO

5. APOSTOLADO DA MÃE RAINHA

6. APOSTOLADO DA ORAÇÃO

7. APOSTOLADO DA VIRGEM DE GUADALUPE

8. BATISMO (Celebração e Formação)

9. CATEQUESE de Crisma – EQUIPE DE JOVENS

10. CATEQUESE de Iniciação Cristã para Adultos

11. CATEQUESE - (PRE) Para Crianças de 05 a 07 anos

12. CATEQUESE de Perseverança

13. CATEQUESE – Primeira Eucaristia - Crianças

14. PASTORAL da COMUNICAÇÃO PASCOM

15. PASTORAL DO DÍZIMO

16. DOCUMENTAÇÃO E MEMÓRIA PAROQUIAL

17. EAC-ENCONTRO DE ADOLESCENTES COM CRISTO

18. EC – ENCONTRO COM CRISTO

19. ECC–ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO

20. EJC – ENCONTRO DE JOVENS COM CRISTO

21. ESCOLA BÍBLICA

22. PASTORAL FAMILIAR

23. GRUPO DE EVANGELIZAÇÃO e FORMAÇÃO

24. LEGIÃO DE MARIA

25. PASTORAL LITÚRGICA

26. MINISTÉRIO DE MÚSICA  

25..MECE - MINISTÉRIO EXTRAORDINÁRIO DA SAGRADA COMUNHÃO EUCARÍSTICA

26. OFICINAS DE ORAÇÃO e VIDA

27. PARALITURGIA

28. PASTORAL DA SAÚDE                                                                                                                                      

29. PASTORAL DOS SURDOS

30. RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA - RCC

31. PASTORAL D0 IDOSO                                                                                                                  

32. TERÇO DOS HOMENS

COMUNIDADES

01. COMUNIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO - BELA VISTA     

02. COMUNIDADE DA GUIA

03. COMUNIDADE OBRA NOVA DO CORAÇÃO DE MARIA

04. COMUNIDADE DE NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ

06. COMUNIDADE DAS CLARISSAS

07. COMUNIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA - JOÃO MOURA

Ao preparar o nosso JUBILEU, seguramente nos questionaremos sobre a nossa MISSÃO de IGREJA na Diocese de Campina Grande. Iremos refletir bastante e assim tirar conclusões. Nosso propósito será sempre sermos fieis ao Evangelho. Assim iremos buscar as luzes do Espírito Santo, através da ORAÇÃO, para saber DELE o que faremos para realizar, também em nosso tempo, o mandato MISSIONÁRIO DA EVANGELIZAÇÃO, nesta IGREJA CUJO POVO É EUCARÍSTICO, MISSIONÁRIO E MARIANO.

Que Nossa Senhora do Rosário interceda por esta sua FAMÍLIA do ROSÁRIO e nos conduza ao seu Filho JESUS CRISTO.

Fos BLOG Retalhos Históricos de CAMPINA e Arquivos da Paróquia.

 

 

FESTA da PADROEIRA 2019  

                 O mês de AGOSTO guarda um forte traço na história da Comunidade de NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ : dia 14.08.2010 - data de lançamento da PEDRA FUNDAMENTAL do seu TEMPLO, ora em fase de conclusão da construção.JUBILEU DOS 70 ANOS RAINHA DA PAZ PEDRA FUNDAMENTAL JPEG 3

 

            No período de quase 10 anos, muitos passos foram dados, graças à linha de ação implementada na realização do valioso projeto, qual seja o grande MUTIRÃO de PADRINHOS, MADRINHAS e AFILHADOS que com fidelidade contribuem mensalmente para a concretização do maior sonho dos irmãos e devotos de Nossa Senhora Rainha da Paz.

                   Assim está sendo marcada mais uma etapa na VIDA da COMUNIDADE que já vivencia as alegrias do seu tempo festivo - agosto - quando celebra a FESTA DA PADROEIRA. Integrando a pauta da PROGRAMAÇÃO, cuja culminância está marcada para os dias 16, 17 e 18 próximos, realizou-se a CELEBRAÇÃO de AÇÃO de AÇÃO de GRAÇAS, com a EUCARISTIA presidida pelo Padre Haroldo Andrade que gentilmente veio mais uma vez integrar-se à “Família da Rainha da Paz”, no último dia 09 – sexta feira.

RAINHA DA PAZ AGOSTO 2019.jpg 05

                 Para coroar o momento celebrativo, com a significativa participação dos irmãos, seguiu-se um JANTAR de CONFRATERNIZAÇÃO na Casa de Eventos MAISON DAMIS cujas instalações foram gentilmente cedidas pelos proprietários (FAMÍLIA JOSÉ/MARIA SARAIVA).

                 O ambiente estava muito bonito e agradável. O clima aconchegante, fraterno e descontraído foi embalado pela belíssima voz do Artista e Cantor Alexandre Tann que promoveu a animação da festa. E a sensibilidade tocou a inspiração do Pároco Pe. Márcio Henrique que fez uso da palavra, para dedicar seu carinho, com a expressão de  GRATIDÃO aos IRMÃOS. E ainda revelar o especial reconhecimento ao empenho da valiosa EQUIPE DE COLABORADORES, cujo amor, fé, garra, dedicação e zelo têm impulsionado a todos para superar os desafios e alcançar as metas estabelecidas.

 

RAINHA DA PAZ AGOSTO 2019.jpg2

                 Ainda no contexto dos eventos festivos, no último domingo, Dia 11, no horário da MISSA da manhã presidida pelo Pe. Márcio Henrique, foi apresentado e recebeu a BÊNÇÃO SACERDOTAL o belo CRUCIFIXO que ficará posicionado na parte central do presbitério do Templo.

RAINHA DA PAZ AGOSTO 2019

 

 

             Com o Tema “SENHORA e RAINHA, FAZEI-NOS MISSIONÁRIOS DA PAZ”,  a FESTA DA PADROEIRA estender-se-á ao próximo final de semana, com ORAÇÃO do TERÇO, MISSA e parte SOCIAL, diariamente. O já tradicional "DOMINGO ALEGRE" irá fechar a programação social, após o meio dia do domingo,  dia do encerramento, com almoço ao som de música ao vivo, atividades variadas, sorteio de brindes e recreação para crianças.   

                 Mais uma vez, portanto, os IRMÃOS partilham suas ALEGRIAS e ESPERANÇA, celebrando  as conquistas que a COMUNIDADE vem alcançando durante mais  este ano, com fé, dedicação e muita perseverança .

Créditos : fotos Arquivos da Comunidade.

 

      

 

Semana Nacional da Família 2019 celebra os 25 anos do tema da Campanha da Fraternidade de 1994

09/08/2019   Vida e Família

Família 1

Neste domingo (11), a Comissão Episcopal Pastoral Para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dá início à celebração da Semana Nacional das Famílias que segue até o dia 17.

Com a temática “A família, como vai?”, que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994, a proposta da Semana Nacional das Famílias é indicar a necessidade de a família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade.

Inspirado nos pilares das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão, dom Ricardo Hoepers, convoca toda a Igreja, em especial a Pastoral Familiar, a celebrar a Semana Nacional das Famílias e roga pela intercessão de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos em prol dos trabalhos que se realizados.

“Reúna o pessoal! Que possam rezar e meditar a palavra de Deus, a palavra que nos alimenta, o pão que nos permite o Celebrar, a caridade que é a força que nos leva a seguir e responder o nosso chamado e a missão de fazer acontecer já aqui agora o Reino de Deus!”.

FONTE :  CNBB 

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NA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA  DO ROSÁRIO 

CAMPINA GRANDE  - PB 

  P R O G R A M A Ç Ã O 

 

BRASÃO DO ROSÁRIO rosario orig original site do autor

 

A ABERTURA acontecerá em todas as missas do DOMINGO -

Dia 11 de agosto.

12.08.2019 - (2a. Feira) CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA no Residencial Magnus, às 19h30. 

Endereço: Rua Rodrigues Alves,  1099, Bela Vista.

13.08.2019 - (3a.Feira) Encontros com grupos familiares em suas residências sob a coordenação de um agente pastoral.

14.08.2019 - (4a. Feira) PALESTRA - Tema : FAMÍLIA E INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

Palestrante: Padre Rodolfo Lucena  

 

Local : Matriz de Nossa Senhora do Rosário, às 19h30

15.08.2019 - (5a. Feira) CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA,  às 19h30

Abertura do ANO JUBILAR - 80 anos -  da instalação da Paróquia do Rosário em 15 de agosto de 1940 e aniversário - 10 anos -  da DEDICAÇÃO DA MATRIZ ocorrida no ano de 2010. 

16.08.2019 - (6a. Feira)  PALESTRA  - Tema : MATRIMÔNIO e FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS 

Palestrante: Diácono Anchieta Araújo

Local : Matriz de Nossa Senhora do Rosário, às 19h30 

18.08.2019 - (Domingo) Encerramento da SEMANA DA FAMÍLIA

XIII Caminhada das Famílias em Missão

Concentração na Matriz de Nossa Senhora das Graças no Bairro da Liberdade - a partir das 14h00 Deslocamento para a Matriz de São Cristóvão, a partir das 15h30

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA às 17h00  

 

 

 

DIA DO PADRE 2019

Deixemos que seja a gratidão a suscitar o louvor e nos encoraje mais uma vez na missão de ungir os nossos irmãos na esperança; nos encoraje a ser homens que testemunhem com a sua vida a compaixão e misericórdia que só Jesus nos pode dar.

Por ocasião dos 160 anos da morte do Santo Cura d'Ars, o Papa Francisco escreveu uma carta aos presbíteros, subdividida em quatro tópicos: tribulação, gratidão, ardor e louvor.

CARTA DO PAPA FRANCISCO

AOS PRESBÍTEROS

Meus queridos irmãos!

Estamos a comemorar cento e sessenta anos da morte do Santo Cura d'Ars, que Pio XI propôs como patrono de todos os párocos do mundo.[1] Quero, na sua memória litúrgica, dirigir esta Carta não só aos párocos, mas a todos vós, irmãos presbíteros, que sem fazer alarde «deixais tudo» para vos empenhar na vida quotidiana das vossas comunidades; a vós que, como o Cura d’Ars, labutais na «trincheira», aguentais o peso do dia e do calor (cf. Mt 20, 12) e, sujeitos a uma infinidade de situações, as enfrentais diariamente e sem vos dar ares de importância para que o povo de Deus seja cuidado e acompanhado. Dirijo-me a cada um de vós que tantas vezes, de forma imperceptível e sacrificada, no cansaço ou na fadiga, na doença ou na desolação, assumis a missão como um serviço a Deus e ao seu povo e, mesmo com todas as dificuldades do caminho, escreveis as páginas mais belas da vida sacerdotal.

Há algum tempo, manifestava aos bispos italianos a preocupação pelos nossos sacerdotes que, em várias regiões, se sentem achincalhados e «culpabilizados» por causa de crimes que não cometeram; dizia-lhes que eles precisam de encontrar no seu bispo a figura do irmão mais velho e o pai que os encoraje nestes tempos difíceis, os estimule e apoie no caminho.[2]

Como irmão mais velho e pai, também eu quero estar perto, em primeiro lugar para vos agradecer em nome do santo Povo fiel de Deus tudo o que ele recebe de vós e, por minha vez, encorajar-vos a relembrar as palavras que o Senhor pronunciou com tanta ternura no dia da nossa Ordenação e que constituem a fonte da nossa alegria: «Já não vos chamo servos, (...) a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15).[3]

TRIBULAÇÃO

«Vi a opressão do meu povo» (Ex 3, 7)

Nos últimos tempos, pudemos ouvir mais claramente o clamor – muitas vezes silencioso e silenciado – de irmãos nossos, vítimas de abusos de poder, de consciência e sexuais por parte de ministros ordenados. Sem dúvida, é um período de sofrimento na vida das vítimas, que padeceram diferentes formas de abuso, e também para as suas famílias e para todo o Povo de Deus.

Como sabeis, estamos firmemente empenhados na atuação das reformas necessárias para promover, a partir da raiz, uma cultura baseada no cuidado pastoral, de tal forma que a cultura do abuso não consiga encontrar espaço para desenvolver-se e, menos ainda, perpetuar-se. Não é tarefa fácil nem de curto prazo; requer o empenho de todos. Se, no passado, a omissão pôde transformar-se numa forma de resposta, hoje queremos que a conversão, a transparência, a sinceridade e a solidariedade com as vítimas se tornem na nossa maneira de fazer a história e nos ajudem a estar mais atentos a todos os sofrimentos humanos.[4]

GRATIDÃO

«Não cesso de dar graças a Deus por vós» (Ef 1, 16)

Mais do que uma escolha nossa, a vocação é resposta a uma chamada gratuita do Senhor. É bom voltar uma vez e outra àquelas passagens evangélicas, onde vemos Jesus orar, escolher e chamar «para estarem com Ele e para os enviar a pregar» (Mc 3,14; cf. Lc 6, 12-13).

Gostaria de lembrar aqui um grande mestre de vida sacerdotal do meu país natal, o padre Lúcio Gera, que, dirigindo-se a um grupo de sacerdotes em tempos de muitas provações na América Latina, lhes dizia: «Sempre, mas sobretudo nas provações, devemos voltar àqueles momentos luminosos em que experimentamos a chamada do Senhor para consagrar toda a nossa vida ao seu serviço». A isto, apraz-me chamar-lhe «a memória deuteronômica da vocação», que nos permite retornar «àquele ponto incandescente em que a graça de Deus me tocou no início do caminho e com aquela centelha posso acender o fogo para o dia de hoje, para cada dia, e levar calor e luz aos meus irmãos e às minhas irmãs. Daquela centelha, acende-se uma alegria humilde, uma alegria que não ofende o sofrimento e o desespero, uma alegria boa e serena».[8]

Um dia pronunciamos um «sim» que nasceu e cresceu no seio duma comunidade cristã pela mão daqueles santos «ao pé da porta»[9] que nos mostraram, com fé simples, como valia a pena dar tudo pelo Senhor e o seu Reino. Um «sim», cujo alcance teve e terá uma transcendência insuspeitada, não conseguindo muitas vezes imaginar todo o bem que foi e é capaz de gerar. Como é belo ver um padre idoso rodeado e visitado por aqueles pequeninos – hoje adultos – que ele batizou em seus inícios e que vêm, com gratidão, apresentar-lhe a família! Então descobrimos que fomos ungidos para ungir, e a unção de Deus nunca dececiona e faz-me dizer com o Apóstolo: «Não cesso de dar graças a Deus por vós» (Ef 1, 16) e por todo o bem que fizestes.

Em momentos de dificuldade, fragilidade, bem como de fraqueza e manifestação dos nossos limites, quando a pior de todas as tentações é ficar a ruminar a desolação,[10] fragmentando o olhar, o juízo e o coração, nesses momentos é importante – atrever-me-ia a dizer crucial – não só não perder a memória agradecida da passagem do Senhor pela nossa vida, a memória do seu olhar misericordioso que nos convidou a apostar n’Ele e no seu Povo, mas também animar-se a pô-la em prática e, com o salmista, poder compor o nosso próprio cântico de louvor porque «é eterna a sua misericórdia» (Sal 136/135).

A gratidão é sempre uma «arma poderosa». Só se formos capazes de contemplar e agradecer concretamente todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, bem como de perdão, paciência, suportação e compaixão com que fomos tratados, é que deixaremos o Espírito obsequiar-nos com aquele ar puro capaz de renovar (e não empachar) a nossa vida e missão. Deixemos que a constatação de tanto bem recebido faça, à semelhança de Pedro na manhã da «pesca milagrosa», despertar em nós a capacidade de deslumbramento e gratidão que nos leve a dizer: «Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador» (Lc 5, 8) e, mais uma vez, ouçamos da boca do Senhor a sua chamada: «Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens» (Lc 5, 10); porque «é eterna a sua misericórdia».

Irmãos, obrigado pela vossa fidelidade aos compromissos assumidos. Numa sociedade e numa cultura que transformou o «gasoso» em valor, é verdadeiramente significativa a existência de pessoas que apostem e procurem assumir compromissos que exigem toda a vida. Substancialmente, estamos a dizer que continuamos a acreditar em Deus que nunca quebrou a sua aliança, mesmo quando nós a quebramos vezes sem conta. Isto convida-nos a celebrar a fidelidade de Deus que, apesar dos nossos limites e pecados, não deixa de confiar, crer e apostar em nós, e convida-nos a fazer o mesmo. Cientes de trazer um tesouro em vasos de barro (cf. 2 Cor 4, 7), sabemos que o Senhor Se manifesta vencedor na fraqueza (cf. 2 Cor 12, 9), não deixa de nos sustentar e chamar, dando-nos cem por um (cf. Mc 10, 29-30), porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado pela alegria com que soubestes entregar a vossa vida, mostrando um coração que, ao longo dos anos, lutou e luta para não se tornar mesquinho e amargo, mas ao invés deixar-se ampliar, diariamente, pelo amor de Deus e do seu povo; um coração que o tempo, como sucede com o bom vinho, não azedou, mas dotou-o duma qualidade sempre mais requintada; porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado por procurardes reforçar os vínculos de fraternidade e amizade no presbitério e com o vosso bispo, apoiando-vos mutuamente, cuidando de quem está doente, procurando aquele que se isola, encorajando e aprendendo a sabedoria do idoso, partilhando os bens, sabendo rir e chorar juntos… Como são necessários estes espaços! E inclusivamente sendo constantes e perseverantes quando tivestes de assumir alguma missão áspera ou levar algum irmão a assumir as suas responsabilidades; porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado pelo testemunho de perseverança e suportação (hypomoné) na dedicação pastoral, que frequentemente, movidos pela ousadia (parresía) do pastor,[11] nos leva a lutar com o Senhor na oração, como Moisés naquela corajosa e até arriscada intercessão pelo povo (cf. Nm14, 13-19; Ex 32, 30-32; Dt 9, 18-21); porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado por celebrar diariamente a Eucaristia e apascentar com misericórdia no sacramento da Reconciliação, sem rigorismos nem laxismos, ocupando-se das pessoas e acompanhando-as no caminho da conversão à vida nova que o Senhor nos dá a todos. Sabemos que, através dos degraus da misericórdia, podemos descer até ao ponto mais baixo da nossa condição humana – fragilidade e pecados incluídos – e subir até ao ponto mais alto da perfeição divina: «Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso».[12] E assim ser «capazes de aquecer o coração das pessoas, caminhar com elas na noite, saber dialogar e inclusive adentrar-se na sua noite e obscuridade sem se perder»;[13] porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado por ungir e anunciar a todos, com ardor, «em tempo propício e fora dele» (2 Tm 4, 2), o Evangelho de Jesus Cristo, sondando o coração da própria comunidade «para identificar onde está vivo e ardente o desejo de Deus e também onde é que este diálogo de amor foi sufocado ou não pôde dar fruto»;[14] porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado pelas vezes em que, deixando-vos entranhadamente comover, acolhestes os caídos, curastes as feridas, dando calor aos seus corações, mostrando ternura e compaixão como o samaritano da parábola (cf. Lc 10, 25-37). Nada é mais urgente do que isto: proximidade, vizinhança, abeirar-se da carne do irmão que sofre. Quanto bem faz o exemplo dum sacerdote que não evita, mas se aproxima das feridas dos seus irmãos![15] É reflexo do coração do pastor que aprendeu o gosto espiritual de se sentir um só com o seu povo;[16] que não se esquece que saiu dele e que, só no seu serviço, encontrará e poderá desenvolver a sua identidade mais pura e plena, que lhe faz cultivar um estilo de vida austero e simples, sem aceitar privilégios que não têm o sabor do Evangelho; porque «é eterna a sua misericórdia».

Demos graças também pela santidade do Povo fiel de Deus, que somos convidados a apascentar e através do qual também o Senhor nos apascenta e cuida de nós com o dom de poder contemplar este povo «nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante».[17] Agradeçamos por cada um deles e deixemo-nos ajudar e estimular pelo seu testemunho; porque «é eterna a sua misericórdia».

ARDOR

«Tenham ânimo nos seus corações» (Col 2, 2)

Um segundo grande desejo meu, inspirando-me nas palavras de São Paulo, é fazer-vos companhia na renovação do nosso ardor sacerdotal, fruto sobretudo da ação do Espírito Santo em nossas vidas. Perante experiências dolorosas, todos nós precisamos de conforto e encorajamento. A missão a que fomos chamados não comporta ser imunes ao sofrimento, à dor e até à incompreensão;[18] pelo contrário, pede-nos para os enfrentar e assumir a fim de deixar que o Senhor os transforme e nos configure mais a Ele. «No fundo, a falta dum reconhecimento sincero, pesaroso e orante dos nossos limites é que impede a graça de atuar melhor em nós, pois não lhe deixa espaço para provocar aquele bem possível que se integra num caminho sincero e real de crescimento».[19]

Um bom «teste» para saber como está o nosso coração de pastor é perguntar-se como enfrentamos a dor. Muitas vezes pode acontecer de comportar-se como o levita ou o sacerdote da parábola que passam do lado oposto e ignoram o homem que jaz por terra (cf. Lc10, 31-32). Outros aproximam-se de forma errada, ou seja, intelectualizam o caso refugiando-se em frases comuns tais como «a vida é assim», «não se pode fazer nada», dando lugar ao fatalismo e ao desalento; ou aproximam-se com um leque de preferências seletivas cujo único resultado é isolamento e exclusão. «À semelhança do profeta Jonas, sempre permanece latente em nós a tentação de fugir para um lugar seguro, que pode ter muitos nomes: individualismo, espiritualismo, confinamento em mundos pequenos»,[20] os quais, longe de fazer com que as nossas entranhas se comovam, acabam por nos afastar das feridas próprias, das dos outros e, consequentemente, das feridas de Jesus.[21]

Nesta mesma linha, quero assinalar outra postura subtil e perigosa que, como gostava de dizer Bernanos, é «o mais precioso dos elixires do demónio»[22] e a mais nociva para quem deseja servir o Senhor, porque semeia desânimo, orfandade e leva ao desespero.[23] Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou connosco mesmos, podemos cair na tentação de nos apegarmos a uma tristeza adocicada que os padres do Oriente chamavam de acédia. O cardeal Tomás Spidlik dizia: «Se nos assalta a tristeza pelo que a vida é, pela companhia dos outros, porque estamos sozinhos (...), então é porque temos falta de fé na Providência de Deus e na sua obra (...). A tristeza paralisa o ardor de continuar com o trabalho e com a oração, torna-nos antipáticos aqueles que vivem ao nosso lado. (...) Os monges, que dedicam uma longa descrição a este vício, chamam-no o pior inimigo da vida espiritual».[24]

Conhecemos esta tristeza que leva à habituação e pouco a pouco faz-nos ver como natural o mal e a injustiça, sussurrando tenuemente «sempre se fez assim». Tristeza, que torna estéril todas as tentativas de transformação e conversão, espalhando ressentimento e aversão. «Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado»[25] e para a qual fomos chamados. Irmãos, quando esta tristeza adocicada ameaça tomar conta da nossa vida ou da nossa comunidade, sem nos assustar nem preocupar mas com determinação, peçamos e façamos pedir ao Espírito que «venha despertar-nos, dar-nos um abanão na nossa sonolência, libertar-nos da inércia. Desafiemos a habituação, abramos bem os olhos, os ouvidos e sobretudo o coração, para nos deixarmos mover pelo que acontece ao nosso redor e pelo clamor da Palavra viva e eficaz do Ressuscitado».[26]

Deixai que vo-lo repita: todos precisamos do conforto e da força de Deus e dos irmãos em tempos difíceis. A todos nós, são de proveito estas sentidas palavras de São Paulo às suas comunidades: «Peço-vos que não desanimeis com as tribulações» (Ef 3,13); «tenham ânimo nos seus corações» (Col 2, 2). Assim, poderemos cumprir a missão que o Senhor nos dá cada manhã: transmitir uma boa nova, «uma grande alegria, que o será para todo o povo» (Lc 2,10). Mas, atenção! Não como teoria, como conhecimento intelectual ou moral do que deveria ser, mas como homens que, no meio da tribulação, foram transformados e transfigurados pelo Senhor e, como Job, chegam a exclamar: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora veem-Te os meus próprios olhos» (42, 5). Sem esta experiência fundadora, todos os nossos esforços nos levarão pelo caminho da frustração e do desencanto.

Ao longo da nossa vida, pudemos contemplar como, «com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria».[27] Embora existam diferentes etapas nesta vivência, sabemos que Deus, independentemente das nossas fragilidades e pecados, sempre «nos permite levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria».[28] Esta alegria não nasce dos nossos esforços voluntariosos ou intelectualistas, mas da confiança de saber que continuam eficazes as palavras de Jesus a Pedro: no momento em que fores joeirado, não te esqueças de que «Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça» (Lc22, 32). O Senhor é o primeiro a rezar e lutar por ti e por mim. E convida-nos a entrar plenamente na sua oração. Pode até haver momentos em que tenhamos de mergulhar na «oração do Getsémani, a mais humana e mais dramática das orações de Jesus (...). Há súplica, tristeza, angústia, quase um desnorteamento (Mc 14, 33-42)».[29]

Sabemos que não é fácil permanecer diante do Senhor, deixando que o seu olhar percorra a nossa vida, cure o nosso coração ferido e lave os nossos pés impregnados pela mundanidade que se lhes aderiu ao longo do caminho e nos impede de caminhar. Na oração, experimentamos aquela nossa bendita precariedade que nos lembra que somos discípulos carecidos do auxílio do Senhor e nos liberta da tendência prometeuca «de quem, no fundo, só confia nas suas próprias forças e se sente superior aos outros por cumprir determinadas normas».[30]

Irmãos, Jesus – melhor do que ninguém – conhece os nossos esforços e resultados, bem como os fracassos e desvios. É o primeiro a dizer-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para o vosso espírito» (Mt 11, 28-29).

Numa oração como esta, sabemos que nunca estamos sozinhos. A oração do pastor é uma oração habitada tanto pelo Espírito «que clama: “Abbá! – Pai!”» (Gal 4, 6) como pelo povo que lhe foi confiado. A nossa missão e identidade compreendem-se a partir desta dupla ligação.

A oração do pastor nutre-se e encarna-se no coração do Povo de Deus. Traz as marcas das feridas e alegrias do seu povo, apresentando-as em oração silenciosa ao Senhor para que as unja com o dom do Espírito Santo. É a esperança do pastor que confia e luta para que o Senhor cure a nossa fragilidade, tanto a pessoal como a das nossas comunidades. Mas não percamos de vista que é precisamente na oração do Povo de Deus que o coração do pastor se encarna e encontra o seu lugar. Isto preserva-nos a todos de procurar ou querer respostas fáceis, rápidas e pré-fabricadas, permitindo ao Senhor ser Ele – e não as nossas receitas e prioridades – a mostrar-nos um caminho de esperança. Não percamos de vista que, nos momentos mais difíceis da comunidade primitiva (como se lê no livro dos Atos dos Apóstolos), a oração tornou-se a verdadeira protagonista.

Irmãos, reconheçamos a nossa fragilidade, sim; mas deixemos que Jesus a transforme e nos projete sempre de novo para a missão. Não percamos a alegria de nos sentir «ovelhas», de saber que Ele é o nosso Senhor e Pastor.

Para manter o coração animado, é necessário não negligenciar estas duas ligações constitutivas da nossa identidade: com Jesus e com o nosso povo. A primeira ligação: sempre que nos desligamos de Jesus ou negligenciamos a nossa relação com Ele, pouco a pouco a nossa dedicação vai-se estiolando e as nossas lâmpadas ficam sem o azeite capaz de iluminar a vida (cf. Mt 25, 1-13): «Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim. (…) Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 4-5). Neste sentido, gostaria de vos encorajar a que não negligenciásseis o acompanhamento espiritual, tendo um irmão com quem falar, confrontar-se, debater e discernir, com plena confiança e transparência, a propósito do próprio caminho; um irmão sábio, com quem fazer a experiência de se saber discípulo. Procurai-o, encontrai-o e gozai a alegria de vos deixardes cuidar, acompanhar e aconselhar. É uma ajuda insubstituível para poder viver o ministério, fazendo a vontade do Pai (cf. Heb 10, 9) e deixar o coração palpitar com «os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus» (Flp 2, 5). Fazem-nos bem estas palavras de Qohélet: «É melhor dois do que um só (…). Se caírem, um ergue o seu companheiro. Mas ai do solitário que cai: não tem outro para o levantar» (4, 9-10).

Quanto à outra ligação constitutiva, robustecei e nutri o vínculo com o vosso povo. Não vos isoleis do vosso povo nem dos presbitérios ou das comunidades. E menos ainda… encerrar-vos em grupos fechados e elitistas. Isto, no fim, asfixia e envenena o espírito. Um ministro ardoroso é um ministro sempre em saída; e «estar em saída» leva-nos a caminhar «por vezes à frente, por vezes no meio e outras atrás: à frente, para guiar a comunidade; no meio, para melhor a compreender, animar e sustentar; atrás, para a manter unida, a fim de que ninguém se atrase demais, (…) e também por outro motivo, ou seja, porque o povo tem intuito! Tem intuito para encontrar novas sendas para o caminho, tem o sensus fidei (cf. LG 12). Poderá existir algo de mais bonito?»[31] O próprio Jesus é modelo desta opção evangelizadora, que nos introduz no coração do povo. Faz-nos bem vê-Lo perto de todos. A entrega de Jesus na cruz é apenas o ponto culminante deste estilo evangelizador que marcou toda a sua existência.

Irmãos, o sofrimento de tantas vítimas, o sofrimento do Povo de Deus e nosso também, não pode ser em vão. É o próprio Jesus que carrega todo este peso na sua cruz e nos convida a renovar a nossa missão de estar perto dos que sofrem, de estar sem vergonha perto das misérias humanas e – por que não? - vivê-las como se fossem próprias para as tornar eucaristia.[32] O nosso tempo, marcado por velhas e novas feridas, precisa que sejamos artesãos de relação e comunhão, abertos, confiados e esperançosos da novidade que o Reino de Deus quer suscitar hoje; um Reino de pecadores perdoados, convidados a testemunhar a compaixão sempre viva e ativa do Senhor; «porque é eterna a sua misericórdia».

LOUVOR

«A minha alma glorifica o Senhor» (Lc 1, 46)

É impossível falar de gratidão e encorajamento sem contemplar Maria. Ela, mulher do coração trespassado (cf. Lc 2, 35), ensina-nos o louvor capaz de abrir o olhar para o futuro e devolver a esperança ao presente. Toda a sua vida ficou condensada no seu cântico de louvor (cf. Lc 1, 46-55), que somos convidados, também nós, a entoar como promessa de plenitude.

Sempre que vou a um santuário mariano, gosto de «ganhar tempo» contemplando e deixando-me contemplar pela Mãe, pedindo a confiança da criança, do pobre e da pessoa simples que sabe que ali está a sua Mãe e pode mendigar um lugar no seu regaço. E enquanto A contemplo, apraz-me ouvir mais uma vez como o índio João Diego: «Que tens, meu filho, o mais pequenino? O que é que entristece o teu coração? Porventura não estou aqui Eu, que tenho a honra de ser tua mãe?»[33]

Contemplar Maria é voltar «a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. N’Ela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes».[34]

Se alguma vez o olhar começar a insensibilizar-se ou sentirmos que a força sedutora da apatia ou da desolação quer criar raízes e apoderar-se do coração; se o gosto de nos sentirmos parte viva e integrante do Povo de Deus começa a incomodar-nos dando-nos conta de ser impelidos para uma atitude elitista, não tenhamos medo de contemplar Maria e entoar o seu cântico de louvor.

Se alguma vez nos sentirmos tentados a isolar-nos e fechar-nos em nós mesmos e nos nossos projetos protegendo-nos dos caminhos sempre poeirentos da história, ou se o lamento, a queixa, a crítica ou a ironia tomam conta das nossas ações sem querer lutar, esperar e amar, olhemos para Maria a fim de que limpe os nossos olhos de toda a «palheira» que nos possa impedir de estarmos atentos e despertos para contemplar e celebrar a Cristo que vive no meio do seu Povo. E se virmos que não conseguimos caminhar direito, que nos custa manter os propósitos de conversão, digamos-Lhe como A suplicava, quase com cumplicidade, aquele grande pároco – poeta também – da minha diocese anterior: «Esta tarde, Senhora, a promessa é sincera. Mas, pelo sim e pelo não, não Te esqueças de deixar a chave por fora».[35] Ela «é a amiga sempre solícita para que não falte o vinho na nossa vida. É Aquela que tem o coração trespassado pela espada, que compreende todas as penas. Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça (...). Como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus».[36]

Irmãos, mais uma vez vos digo que «não cesso de dar graças a Deus por vós» (Ef 1, 16), pela vossa dedicação e missão, com a certeza de que «Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão embater esperanças e expetativas: a morte, o pecado, o medo, a mundanidade. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral, já que hoje mesmo descobre a “pedra viva” (cf. 1 Ped 2, 4): Jesus ressuscitado. Como Igreja, estamos fundados sobre Ele e, mesmo quando desfalecemos, mesmo quando somos tentados a julgar tudo a partir dos nossos fracassos, Ele vem fazer novas todas as coisas».[37]

Deixemos que seja a gratidão a suscitar o louvor e nos encoraje mais uma vez na missão de ungir os nossos irmãos na esperança; nos encoraje a ser homens que testemunhem com a sua vida a compaixão e misericórdia que só Jesus nos pode dar.

Que o Senhor Jesus vos abençoe e a Virgem Santíssima vos guarde. E peço-vos, por favor, que não vos esqueçais de rezar por mim.

Fraternamente,

                                       Francisco

 

Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica do Santo Cura d’Ars, 4 de agosto de 2019.

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SACERDOTES

05 agosto 2019, 09:48

FOTOGRAFAR A LITURGIA

 

Fotografia e liturgia: o Sagrado rompe as barreiras da visão

O fotógrafo que se dispõe a registrar uma ação litúrgica, precisa conhecê-la e, conhecendo-a, verdadeiramente a amará. Artigo sobre fotografia nos espaços litúrgicos.

Fernando Nunes - Londrina

“ A liturgia é uma ação sagrada, através da qual, com ritos, na Igreja e pela Igreja, se exerce e prolonga a obra sacerdotal de Cristo, que tem por objetivos a santificação dos homens e a glorificação de Deus (SC 7). ”

Quando fotografamos uma celebração litúrgica (casamento, batizado, missa), buscamos “capturar” dos sinais e símbolos litúrgicos aquilo que os olhos não podem ver. As lentes da câmera ajudam romper as barreiras impostas pelas limitações humanas e fazer uma experiência do céu.

O sentido da visão humana unida ao sentido da fé é algo essencial para enxergar as realidades sobrenaturais que não vemos, mas que estão implícitas em toda a criação. Devemos, portanto, “treinar os olhos da alma”, deixar que a fé venha, por suplemento, os sentidos completar, como diz São Tomás de Aquino.

“ A liturgia da Igreja pressupõe, integra e santifica elementos da criação e da cultura humana, conferindo-lhes a dignidade de sinais da graça, da nova criação em Cristo Jesus (CIC, n. 1149). ”

Para criar imagens que reflitam verdadeiras experiências de fé, primeiro, é preciso vivenciar pessoalmente essas experiências, pois, corre-se o risco de obter uma imagem qualquer, vazia de significado.

Portanto, o fotógrafo que se dispõe a registrar uma ação litúrgica, precisa conhecê-la e, conhecendo-a, verdadeiramente a amará. Assim nos diz Santo Agostinho: "Só se ama aquilo que se conhece". O tema “fotografia e liturgia” está entre as dúvidas mais frequentes dos fotógrafos. Obter orientações para sanar as dúvidas e realizar um bom trabalho como fotógrafo é de suma importância, sem esquecer, é claro, a maior de todas as regras: o amor.

Conhecer e amar

Para sanar as muitas dúvidas sobre a fotografia no âmbito litúrgico, é preciso saber que a liturgia precede a fotografia. Antes de nos preocupar com o “clique”, devemos estudar, conhecer profundamente a Liturgia. Esse é o primeiro passo, o remédio para muitas de nossas dúvidas.

Preocupar-se somente com o que fazer, com a regência do “posso ou não posso” demonstra o quanto podemos ser superficiais. Quando “mergulho” com profundidade naquilo que estou fotografando (rito, espaço, etc) acontece uma mudança, não somente da postura, como de toda a escrita da fotografia: a imagem torna-se religiosa, ou seja, uma imagem que nos religa ao sagrado.

Cristo é o centro da Liturgia e não podemos, com nosso descuido e indiscrição também chamado de “ruídos litúrgicos” –, antepor a Ele. Assim como na liturgia, também na fotografia, quando algo de indesejado aparece em sua composição visual, chamamos de “ruído fotográfico”. Será que em muitos casos, não estamos nós, durante nosso trabalho, sendo “ruídos litúrgicos”?

O fotógrafo deve “desaparecer” durante a ação litúrgica, fazendo com que durante o seu trabalho, brilhe Aquele que é o centro da nossa existência: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30).

Regras quanto à fotografia no espaço litúrgico

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